Tenho misturado todo o copo de leite com o suco de amora, e transformado todo o pensamento bom em dúvidas apáticas. É afinal o que faço ao acordar de um sonho eufônico que demora para se findar. É afinal o que faço ao acordar.
São noites que me arrancam o sono. Músicas que me fazem lembrar vagamente aquelas tardes de verão, com a velha bicicleta azul, no apogeu da inocência. Trocas de conhecimento e conversas ao cair da madrugada. Difícil não pensar.
Até os pés das sombras despertarem e esvaírem-se com uma vénia janela à fora, e as cores encontrarem nos objetos do quarto escuro, uma moradia temporária.
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
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